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O que são “Memes” e “Temes”?

Meme é um termo criado há muito tempo atrás, em 1976 por Richard Dawkins, como uma ideia que se multiplica de cérebro em cérebro ou entre locais onde a informação é armazenada, ou seja, é como um vírus. Mas com a evolução humano criou-se um novo tipo de meme, o “Teme”, o qual espalha-se via tecnologia, e inventa maneiras de continuar vivo.

Vida
2 meses atrás
O que são “Memes” e “Temes”?

Entenda melhor

A evolução cultural é algo que não percebemos que está acontecendo e quando vê já tomou conta de tudo em volta. Esse é o cenário quando se leva memética a sério, ela nos dá um novo modo de pensar sobre não apenas no que acontece em nosso planeta, mas no que pode estar acontecendo em algum lugar do universo.

A memética é o estudo formal dos memes que aplica conceitos da teoria da evolução à cultura humana. Ela foi fundada no princípio de darwinismo universal, cuja a razão, é que qualquer informação que é variada e selecionada irá produzir design.

Susan Blackmore é memeticista, alguém que estuda memes. Ela explica em uma palestra TED, de fevereiro de 2008, que: “Tudo à nossa volta, ainda vagando desajeitadamente sobre uma sopa primitiva cultural, é um replicador. Informação que copiamos de pessoa para pessoa por imitação, pela linguagem, falando, contando histórias, vestindo roupas, fazendo coisas. Isso é informação copiada com variação e seleção. Isto é o processo de design ocorrendo.”

A ideia da memética é algo tão simples, que explica todo o design do universo, e não só do design biológico, mas o design de tudo que pensamos como design humano. É apenas a mesma coisa acontecendo em tudo.

Não é preciso de nenhum designer, ou um plano, ou uma previsão ou nada mais. Se há algo que é copiado com variação e é selecionado, então o design surge do nada, e isso ninguém pode parar.

Diante desse contexto, Darwin pegou a palavra grega “mineme”, que significa “o que é imitado”, e abreviou para “meme”, coisa que efetivamente espalhou-se. Então foi assim que a idéia apareceu. Mas é importante permanecer na definição central, que é imitado.

A definição é, na realidade, que um meme não equivale a uma idéia, e não equivale a mais nada. É na verdade o que pode ser copiado, ou então uma informação a qual é copiada de pessoa para pessoa. Vejamos.

Uma amostra claro disso é por exemplo, um senhor que usa um óculos pendurados no pescoço de um jeito particularmente elegante, não foi ele quem inventou essa ideia, foi copiada de alguém e se copiou automaticamente é um meme. Ou então, uma senhora que usa brincos, muito provavelmente não foi ela quem inventou a ideia de usar brincos, simplesmente comprou e está usando. Portanto, isto é algo que passa de pessoa para pessoa.

Porque os memes se espalham?

Querendo ou não os memes são informação egoísta, eles serão copiados sempre que puderem. Mas alguns deles serão copiados porque são bons, ou verdadeiros, ou úteis, ou bonitos. Alguns deles serão copiados mesmo que não sejam, e outros é difícil dizer porque.

“Imagine um mundo cheio de cérebros e muito mais memes do que casas possíveis para eles. Os memes estão tentando serem copiados, tentando, com aspas, isto é, uma abreviação para “se podem ser copiados, serão”. Estão usando vocês e eu como suas máquinas propagadoras, e nós somos as máquinas de memes.” Disse.

No entanto, isso é importante porque nos dá uma visão completamente nova da origem humana e do que significa ser humano. “Todas as teorias convencionais da evolução cultural, da origem dos humanos, e do que nos faz tão diferentes das outras espécies. Todas as outras teorias que explicam o cérebro grande, uso de linguagem e ferramentas e todas essas coisas que nos fazem únicos, são baseadas em genes. A linguagem deve ter sido útil para os genes. Ferramentas devem ter melhorado nossa sobrevivência, acasalamento etc.” Complementa a memeticista.

O novo tipo de meme, o teme

A ideia do teme é a mesma do meme, porém é que agora os memes passam a ser tecnológicos. A expressão “teme” é o novo argumento da memeticista Susan Blackmore, que reflete a nova era da humanidade.

Há cinco mil anos atrás, tudo começou com a escrita, depois passaram a registrar os memes na tábua de argila. Mas agora esse processos se tornaram diferentes.

“Para termos temes e máquinas de temes de verdade, você deve ter variação, seleção e a cópia, tudo feito de forma alheia aos humanos. E estamos chegando lá. Estamos nesse ponto extraordinário onde estamos quase lá, de que haja máquinas como essas.” Relata Susan Blackmore.

Então, o que tem acontecido é na verdade, que os temes estão forçando nossos cérebros a tornarem-se mais como máquinas de temes. Nossas crianças estão aprendendo rapidamente a ler, aprendendo a usar o maquinário. E quando pensarmos que estamos escolhendo essas coisas, na verdade serão os temes que estarão nos forçando a isso.

Os temes também são replicadores egoístas e não importam-se conosco, nosso planeta, ou nada mais. São apenas informação. Estão nos usando para sugar os recursos do planeta para produzir mais computadores, e tudo mais que envolva a tecnologia.

“Não pensem, “Ah, criamos a internet para nosso benefício”. Isso é como isto nos parece. Pense em temes espalhando-se porque devem. Somos as máquinas antigas.” Argumenta Susan Blackmore.

Porém o fato é, será que sobreviveremos? De acordo com Susan, há duas maneiras de sobrevivermos. Uma que está acontecendo à nossa volta agora, é que os temes nos tornam máquinas de temes, com esses implantes, com as drogas, com a gente fundindo com a tecnologia. Isso ocorre porque somos auto-replicantes, temos nossos filhos, que tende obter todas nossas informações e de um jeito ainda melhor. Quando isso acontece, os temes estão pegando carona com a gente para evoluir.

Já a segunda coisa é onde as máquinas de temes irão se replicar elas mesmas. Dessa maneira, não teria importância se o clima do planeta fosse completamente desestabilizado, e não fosse mais possível para humanos viverem aqui. Por que essas máquinas, elas não teriam necessidade, elas não são moles, úmidas, respiradoras de oxigênio, criaturas dependentes de calor, elas continuariam sem nós.

Por fim, finaliza Susan Blackmore dizendo: “A segunda, não penso que estejamos assim tão perto. Está chegando, mas não estamos lá ainda. A primeira, está chegando também. Mas o dano que já está sendo feito para o planeta está nos mostrando o quão perigoso é o terceiro ponto, aquele terceiro ponto perigoso, ganhar um terceiro replicador. E iremos sobreviver a esse terceiro ponto, como sobrevivemos ao segundo e ao primeiro? Talvez iremos, talvez não. Não tenho idéia.”

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